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Fazenda Ataliba Leonel


 Foto aérea da Fazenda.



 Foto da irrigação da plantação.

Foto da produção de Milho.

         A área de 3.370 hectares do Serviço de Produção de Sementes Ataliba Leonel foi desapropriada pelo Estado em 21/06/1941, e até então era propriedade dos herdeiros de “Nhonhô” Braga. A posse da Secretária de Agricultura deu-se em 1945. Na época da desapropriação, denominava-se Fazenda Santo Antônio, mas de 1945 até 1957 foi chamada de Modelo e Experimental. Daí em diante ficou conhecida como Fazenda de Milho Híbrido e Ataliba Leonel (originário da estação ferroviária da antiga Sorocabana). O nome atual foi fixado em 1982.

                Na fazenda, há 30 hectares de café e pomar, 550 de reserva natural, 165 de eucaliptos, 480 de pastagens, 110 de várzeas, 15 de açudes (a produção de leite, café, peixes, etc; destina-se à alimentação na fazenda). Também 42 hectares de capoeira e 1928 de áreas de produção (1570 hectares de solo corrigido e 358 em fase de recuperação), além de edificações como sede, colônia, igrejas, parques, etc. Existem 87 casas residenciais e outros 7 prédios comunitários e 12 ligados à produção. Moram na Fazenda atualmente 366 pessoas, cerca de 65 famílias, entre servidores e seus familiares (pessoal administrativo e de campo).

                Além disso, estão no local três armazéns, com área total de 3140 metros quadrados, além de 250 metros quadrados de área de armazenagem em câmara seca. O armazém mais moderno, com isolamento do piso e exaustores.

                A Fazenda Ataliba Leonel utiliza, anualmente, uma área de 30 hectares exclusivamente para ensaios e seleção de linhagens promissoras e futuras utilização na síntese de novos híbridos comerciais. Assim, há alguns anos a Seção de Milho e Cereais Diversos do Instituto Agronômico de Campinas vem orientando um programa de aumento de linhagens, com o lançamento de dois novos híbridos duplos:

                Que vem apresentando características superiores aos atuais e estão sendo difundidos em São Paulo e outros Estados.

Outros Programas

         Programas como os de arroz, soja, trigo, grão-de-bico e feijão estão sendo desenvolvidos na Fazenda Ataliba Leonel, visando à diversificação da produção, maior aproveitamento de áreas de isolamento de milho, rotação de culturas e utilização de várzeas. Assim, o Serviço de Produção de Sementes também produz sementes básicas dessas espécies.

                Fato importante: assinalam os técnicos do Serviço de Produção de Sementes Ataliba Leonel é que para o cumprimento desse importante papel na agricultura paulista, o custeio de todas essas atividades provém totalmente de receitas próprias ou originadas pela venda das sementes básicas e de seus subprodutos.

Entrevista com o Diretor Técnico Substituto:

Engenheiro Agrônomo José Orilton Franco Pereira.

         A Fazenda do Milho Híbrido Ataliba Leonel foi criada em 1941, o Governo Estadual desapropriou a Fazenda com a finalidade de desenvolver pesquisa e produção de sementes de milho híbrido.

                O nome Ataliba Leonel surgiu devido a existências na Fazenda de uma Estação Ferroviária no ramal Piraju-Manduri, cujo nome era Ataliba Leonel.

                A Fazenda do Milho Híbrido deixou de produzir exclusivamente milho híbrido, passando a produzir também sementes de feijão, soja, arroz, trigo, aveia e passou a ser chamada de Núcleo de Produção de Sementes Ataliba Leonel.

                O órgão responsável pelo Núcleo de Produção de Sementes Ataliba Leonel é a CATI – Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, através do seu Departamento de sementes, mudas e matrizes – DSMM.

                Todas as sementes produzidas no Núcleo de Produção de Sementes Ataliba Leonel são comercializadas em todo o Estado de São Paulo através das Casas de Agricultura e nos demais estados através das Empresas de Sementes.

Irrigação

Irrigação artificial é a maneira de fornecer água às plantas de acordo com suas necessidades em épocas de seca.

                Existem vários métodos de irrigação que podem ser adaptados às diversas condições e culturas a serem irrigadas.

a)     Irrigação por gotejamento: É um sistema muito utilizado em fruticultura. O sistema é muito eficiente, pois fornece água em quantidade suficiente diretamente no sistema radicular das plantas individualmente com bico aspersores.

b)      Irrigação por sulcos: muito utilizado em horticultura, o sistema é eficiente com baixo custo onde a água é conduzida nos sulcos por gravidade. As condições locais deverão ser favoráveis a adoção deste sistema.

c)      Inundação: Utilizado em várzeas para plantio de arroz.

d)     Aspersão: Existem vários métodos de irrigação por aspersão.

Em Ataliba Leonel utiliza-se o sistema de Pivô Central em seus 500 hec.Irrigados, onde a vazão da água é conhecida, podendo se controlada a velocidade do Pivô, fornecendo mais ou menos água de acordo com vários fatores como por ex: umidade relativa do ar, estágio de desenvolvimento da cultura exigindo mais água ou menos água.

                E um sistema que exige topografia plana do terreno e possui um baixo uso de mão de obra, muito utilizado para produção de grãos ou cultura que tenham ciclo curto.

Posto meteorológico:

         A Estação Meteorológica de Ataliba Leonel pertence ao Instituto Agronômico de Campinas e foi Instalado em 1962. Desde então são efetuadas observações diariamente sobre temperaturas, velocidade do vento, sentido do vento, pressão atmosférica, chuvas, evaporação, evapotranspiração, temperatura da relva, geada, insolação, temperatura do solo em vários níveis, etc.

                E.M.A. “Estação Meteorológica Automática, instalada em 1995, efetua testes automaticamente fornecendo dados sobre 52 itens, inclusive os já citados, fornece informações de 10 em 10 minutos. São feitos leituras 2 vezes por semana e transmitidas ao I.A.C. via internet semanalmente.

Memória Agronômica

Érik Smith estudou agronomia e Piracicaba, diplomou se na ESAUQ-USP pela turma de 1937, devido a grande paixão de seu pai por agricultura. Em seguida Érik foi para os Estados Unidos, a fim de estudar a tecnologia da produção de sementes de milho híbrido, que vinha empolgando o mundo todo pela sua alta produtividade.

                Ao retornar ao Brasil foi designado para a fazenda Ipanema para realizar seu trabalho. Algum tempo depois houve uma denúncia, alegando de que o ministério tinha outros planos para a estação experimental de Ipanema.

                Fazenda de Milho Híbrido Ataliba Leonel: O Ministério da Agricultura deu um ano de prazo a entrega de terras e benfeitorias da estação experimental Ipanema e o Governador do Estado Jânio Quadros determinou e autorizou a transferência para Ataliba Leonel do acervo estadual nela existente e o seu pessoal foi designado para prestar serviços na Fazenda de Milho Híbrido Ataliba Leonel.

                Em cerca de um ano, a Divisão de Engenharia, sob a direção do competente e dinâmico engenheiro José Del Nero e sua equipe, elaborou os projetos necessários, incluindo as casa para os trabalhadores, residências do Diretor Administrativo, Hospedaria com Restaurante, armazéns para beneficiamento, tratamento e embalagem de sementes, serviços de hidráulica e tudo o mais que era necessário para o vultoso empreendimento. Os recursos financeiros necessários, não previstos no orçamento da Secretaria da Agricultura foram autorizados em caráter excepcional pelo Governador Jânio Quadros e fornecidos de imediato pela Secretaria da Fazenda.

                Por razões particulares, lamentavelmente, Érik Smith solicitou exoneração de suas importantes e pioneiras atividades e a nova fazenda foi inaugurada no dia 21 de setembro de 1958.

                “A partir de 1939, foram produzidos híbridos simples, amarelos duros, 20 a 25% mais produtivos que a variedade Cateto. Em 1953, o híbrido duplo H-4624, tipo dente era 43% mais produtivo que a variedade Armour, a mais cultivada na época. Já em 1956, o híbrido H-6999, era 97% mais produtivo que a Armour, marcando uma nova era nos trabalhos de melhoramento do milho no Brasil”.

         “A partir de 1957, o IAC lançou a variedade sintética ASTECA que se revelou 60% mais produtiva que a variedade Armour. A seguir o próprio IAC lançou a variedade Maya, 20% mais produtiva que o ASTECA e a ESALQ lançou o sintético Piramex e a variedade Pérola de Piracicaba para se substituir o antigo Milho Cristal, branco”.

                A antiga Fazenda Santo Antônio, como era denominada a propriedade de Al Nhonhô Braga, foi adquirida em 1945, no Governo Fernando Costa que pretendia nela instalar uma escola prática de agricultura nos moldes das outras programadas no seu governo. Possuía 5000 há de terras localizadas em torno da estação ferroviária “Ataliba Leonel”, que liga a estação de Manduri a de Piraju. Para o bom desempenho de suas funções, a fazenda foi dotada de todos os melhoramentos e instalações, assim resumidas: 6.500 m2 de área construída, abrangendo prédio central de administração e laboratório, casa de beneficiamento do cereal, armazém para estocagem de sementes dotado de câmaras de expurgo, depósito para adubos e defensivos, residências para o engenheiro agrônomo chefe e para cinco encarregados de serviços, 57 casa para trabalhadores, escola, além dos projetos da Capela, farmácia, ambulatório médico, hospedaria e auditório para reuniões e cursos, galpões para máquinas, diversas oficinas, etc...

                Além disso, a Fazenda foi dotada de linha de alta tensão (7.750 metros), linha de baixa tensão (4.000 metros), redes de águas e esgoto, telefone, olaria para produção mensal de 70 mil tijolos, moderno parque de máquinas agrícolas, represas de 120 mil m2 de área inundada, horta, pomar e horto florestal, linha de adubação de água potável, etc...



Sede da Fazenda em 1953.

Plantação em 1953.

 

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