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Distrito de São Berto

 



construção da Igreja em São Berto.

Foto do interior da Igreja.

É impossível fazer história sem considerarmos fatos ocorridos muito antes da formação do povoado, vilas ou cidades. Diferente não é no caso da história de São Berto.

Para que não se assustem com o nome que surgirá no princípio destes dados históricos, vou desde logo que São Bartolomeu era o antigo nome de São Berto.

Joaquim Antônio de Arruda residia em sua propriedade em Tietê. Após o falecimento da esposa, Dona Maria Alves Pereira, resolveu-se mudar para o Sertão, tendo mandado vir o filho que residia na Côrte e era afilhado do então Visconde do Rio Branco. Vendeu o que possuía e adquiriu várias posses situadas às margens do Paranapanema. Tendo colocado essas posses em nome de seus filhos.

“Estradas de rodagens existia somente até Botucatu, prosseguindo-se, daí em diante, por picadões abertos em plena mata virgem. Passaram assim por Nossa Senhora do Rio Novo (hoje Avaré) e Três Ranchos (Hoje Cerqueira César), tornando-se cada vez mais difícil à penetração, obrigando os viajantes, eles próprios, a abrirem picadas para a passagem da família, das tropas, dos carros”.(do Livro Piraju, Ontem e Hoje – de Constantino Leman).

Em 24 de agosto de 1859, Joaquim Antônio de Arruda, com toda a caravana que não era pequena, acampa a margem de um ribeirão, tendo sido este ribeirão batizado com o nome do santo do dia: São Bartolomeu. Estava assim, denominado o futuro povoamento que ali se formaria.

Segundo dados existentes no Cartório de Registro de Imóveis, da Comarca de Piraju, a família dos Nunes é uma das mais antigas da região; e segundo informações dos mais antigos moradores do lugar, a família dos Nunes era dona de quase todo o território de São Bartolomeu e sem dúvida, a mais antiga do povoado que se formou. Tendo inclusive, doado o terreno que não era pequeno, para que construísse a Capela de São Bartolomeu; onde depois, em volta foi formado o povoado.

Existem dados na Câmara Municipal de Piraju, que comprovam um abaixo assinado, com 57 assinaturas, solicitando às autoridades competentes a criação de uma agência postal e uma escola pública para o sexo masculino, isso em 6 de maio de 1897.

A 8 de março de 1898 o Presidente da Câmara de Piraju fala sobre assassinatos ocorridos em São Bartolomeu e outras vilas, afirmando a necessidade de se criar o cargo de zelador de cemitério, uma vez que as vítimas eram simplesmente enterradas sem a verificação da “causa das mortes”.

A 4 de março de 1901, autorizado o projeto pela Câmara Municipal de Piraju, despesas com o professor municipal para São Bartolomeu. O nomeado é o Sr. Eugênio José de Medeiros.

Em 22 de junho de 1903 em São Bartolomeu foi criado um Distrito de Paz ou um Distrito Policial.

Importante ressaltar que o Distrito de São Bartolomeu é mais antigo que Manduri. Ocorreu que na construção da ferrovia, esta passaria por São Bartolomeu em 1905, então houve uma briga entre o Engenheiro Antônio Gouveia de Proença e um fazendeiro, onde foi desviado para longe de São Bartolomeu e tendo assim prosperado Manduri.

A 15 de janeiro de 1927 o Sr. Luiz Squarca foi eleito subprefeito de São Bartolomeu.

Porque São Berto e não São Bartolomeu?

Conforme depoimento de Ico Fiorucci em 11/03/93, o nome de São Berto foi dado pelo Sr. Deputado Cunha Bueno. Ficando a estação como São Bartolomeu e São Berto, depois foi elevado a distrito de Manduri em 1948.. Portanto São Berto é Distrito e não Vila.

No livro Nº1 de Leis e Decretos da Câmara Municipal de Manduri, consta Resolução Nº5 de 24/11/48, que autoriza o Prefeito Municipal a receber terreno por doação de José Fiorucci e sua mulher, onde foi construído o prédio da Escola Mista de São Bartolomeu.

A 24/11/48, a Prefeitura foi autorizada a receber de Olívio de Novaga e sua mulher, escritura de doação do terreno situado na Fazenda São Bartolomeu onde foi construída a Escola Mista no Bairro denominado “Águas de São Bartolomeu”.

A 5 de setembro de 1949, Lei Nº16/49, autoriza o Prefeito a assinar um contrato com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, para a construção de um prédio destinado a residência do professor de São Berto. Funcionamento de uma Escola Rural, onde funciona até hoje em 2000. Na mesma lei, o Prefeito foi autorizado vender o prédio da antiga escola.

Em 22/06/52, o Prefeito doa à Paróquia de São Berto um terreno de 287,50m² para a ampliação da Igreja, onde funcionava a antiga Escola Mista Rural.

Em 7 de março de 1988, Lei Nº 639/88, dispõe sobre delimitação do perímetro urbano do Distrito de São Berto .

Em 3 de agosto de 1990, Lei Nº752/90, dispõe sobre a construção de casas populares (documento anexo Nº05).

Atualmente São Berto, consta com a Igreja, Escola onde estudam alunos em dois períodos, com pré-escola, contendo cozinha, refeitório, banheiros, biblioteca, etc...

No Distrito de São Berto existem vários comércios como: lojas, supermercados, açougues, bares, padarias, centro comunitário ampliado para o lazer, jardim centro de saúde – médico e odontológico –posto de correio, velório municipal, campo de futebol.

Hoje consta uma população de 1.800 habitantes, um número de 1.020 eleitores, com 2 seções eleitorais, com 200 casas, ruas pavimentadas, coleta de lixo, rede de água, esgoto.

Na economia, a população do Distrito de São Berto é economicamente agrícola (café, milho, corte de madeira, coleta de resina, etc...). Foi instalada uma fábrica onde a matéria-prima é a resina: Resina Brasil. Onde contrata muita mão-de-obra local, produzindo breu e terebintina.

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